Atitude da Autoestima

27/08/2009

ATITUDE DA AUTOESTIMA

Como sabemos quando e quanto de nossa estima por nós mesmos está ou não no comando de nossas atitudes, de nossas decisões, de nossas reações e de nossos comportamentos? Quando somos reconhecidos, lembrados e valorizados é nossa autoestima que faz a festa dentro de nós. Quando assumimos uma atitude positiva e otimista sobre nossas perspectivas, quando somos seguros e firmes em nossas opiniões ou convicções e confiantes em nosso próprio julgamento. Quando reivindicamos nossos direitos e exigimos respeito, valor e consideração. Quando lideramos, quando nos impomos (nos posicionamos), quando nos achamos melhores (positivamente superiores), quando ocupamos nosso espaço e deixamos nossa marca. Quando “nosso” time ganha, nossa seleção é campeã em uma Copa do Mundo ou nossos atletas sobem ao pódio das Olimpíadas é nossa autoestima coletiva que sobe impulsionada pela lógica conveniente (e, até certo ponto, saudável) de que fomos “nós” que ganhamos, que participamos daquilo de alguma forma. Quando Ayrton Senna morreu, perdemos, além do herói, um campeão da autoestima nacional.

Da mesma forma, quando somos ignorados, desrespeitados ou ultrajados é nossa autoestima que lidera o motim, que produz a atitude de revolta, de rebelião, a “revolução por Liberté, Igualité et Fraternité”. Quando aceitamos, quando assumimos uma atitude submissa, quando somos omissos, ficamos calados, quando temos uma atitude excessivamente tolerante ou condescendente, é nossa estima por nós mesmos que está fora do trono em algum exílio de esquecimento ou negligência, fazendo de nós vassalos ignorantes de um senhor feudal qualquer e cuja única nobreza é possuir um nível de certeza maior do que o nosso a respeito de seu próprio valor, identidade e superioridade de caráter ou de mérito. Como determinada pessoa certa vez escreveu: “reis transformados em servos, gigantes ouvindo conselhos de vermes”.

PORQUE PRECISAMOS DE ATITUDE DE AUTOESTIMA?

Precisamos de uma atitude de autoestima porque temos nossas próprias necessidades para satisfazer, e sem essa estima por nós mesmos passaríamos a vida (se sobrevivêssemos a isso) atendendo apenas (ou primeiro) às expectativas e necessidades de outras pessoas e não às nossas próprias necessidades, e isso, apesar de circunstancial e temporariamente tolerável, é biológica e emocionalmente INSUSTENTÁVEL. Vamos morrer se colocarmos a máscara de oxigênio primeiro (ou apenas) em quem está do nosso lado. Por trás dessa atitude de estima por nós mesmos está a maior das forças movedoras, condutoras e diretoras do comportamento humano: auto preservação – sobrevivência. É essa estima por nós mesmos que dá o alerta de que a nave se destruirá se alguma coisa não for feita. É ela que, quando chegamos ao nosso limite, leva-nos a dizer “NÃO, CHEGA, ACABOU. NUNCA MAIS!”. Precisamos de uma atitude de auto-estima porque, antes de sermos pessoas sociais e civilizadas, cidadãos, cristãos ou não, somos biológicos e, em última instância, nossa sobrevivência e evolução depende de nós, apenas e totalmente de nós.

SOBREVIVÊNCIA, ADAPTAÇÃO E EVOLUÇÃO

Viemos a esse mundo com uma construção neurofisiológica tal que, além de predisposições inatas (ninguém é uma tabula rasa, uma folha em branco), deixa-nos a mercê, nos move, conduz e dirige a atender e satisfazer algumas exigências internas básicas (fundamentais), primordiais (inadiáveis), essenciais (universalmente humanas) e específicas (insubstituíveis) que estarão sempre presentes, mas nunca serão total ou permanentemente satisfeitas. Entre essas necessidades está a de significado, a de nos sentirmos significantes, importantes, diferentes, únicos, especiais, necessários e respeitados. O sentimento de que aquilo que somos, fazemos ou temos, tem importância, valor, faz diferença, é valorizado ou pelo menos notado. É essa necessidade de significado que faz da atitude de estima por nós mesmos, mais do que apenas um adorno moral, virtude “bonitinha” ou uma qualidade pessoal, um instrumento de sobrevivência, de auto preservação. Trata-se, por exemplo, da mais poderosa vacina contra qualquer forma de depressão, pois, quanto maior o tamanho do valor que temos por nós mesmos, menor a possibilidade de cabermos em qualquer buraco–depressão. Quando nos sentimos menores, aceitamos e cabemos em qualquer um.

PARA QUE ELA SERVE?

Além de levar pessoas obesas a perder peso, homens a ganhar músculos e mulheres a ganhar peitos e bundas a base de silicone e narizes esculpidos a bisturi, a atitude de autoestima, tanto individual quanto coletiva, representa um dos fatores que mais determinaram os destinos da humanidade. Grandes nações foram construídas baseadas na autoestima de seus povos ou na de seus líderes. Os franceses destronaram Luis XVI e acabaram com a monarquia porque acordaram do sonho (ou pesadelo) hipnótico que os fazia aceitar e sustentar, com sua própria fome e miséria, o luxo e a boa vida daqueles cuja suposta “superioridade” era legitimada apenas pela crença (incutida na cabeça de seus súditos) de que eles, os Bourbon tinham “sangue azul”, que eram superiores. Quando o Iluminismo ácido de Voltaire ganhou as gargantas eloquentes de Robespierre e Danton, conquistando imediatamente, além de corações e mentes famintos de dignidade, estômagos desesperados por pão, e tornando-se o instrumento da loucura do médico/monstro Jean Paul Marrat, a hipnose passou – a Bastilha caiu e o sangue dos aristocratas e do clero (vermelhinho, bem escarlate, igual ao do mais simples dos camponeses) jorrou na guilhotina, para o delírio ensandecido de jacobinos e a crescente contrariedade dos girondinos, cuja sensatez e moderação, alimentadas pela parte mais lúcida do Contrato Social de Jean-Jacques Rousseau, era naquele momento a única vela acesa na escuridão do Regime do Terror da Revolução Francesa.

Foi essa ressurreição da atitude de autoestima coletiva que deu origem a um dos mais significativos pilares do direito e da civilização – a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 que já em seu Artigo Primeiro cumpre a tarefa de assegurar que nenhum Estado ou nação possa representar ameaça, injustiça ou ofensa a autoestima individual: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

EXAGEROS E CONSEQUÊNCIAS

Logo depois da revolução, a França ficaria pequena demais para a enorme autoestima de Napoleão (que, numa atitude extravagante, porém notavelmente simbólica, coroou a si mesmo imperador tomando das mãos do Papa a coroa e colocando-a em sua própria cabeça) e, antes dele, a Macedônia para Alexandre, a Mongólia para Genghis Khan. É verdade que exageros trágicos e desastrosos foram cometidos. A loucura de Hitler e da Alemanha nazista só foi viabilizada a custa de discursos “geniais” e inflamados, orientados por duas premissas simples: primeiro, a de que a raça ariana era superior e merecia, portanto, toda a estima, obediência e subserviência que o terceiro reich se atreveu a tentar impor ao mundo; segundo, a de que judeus, ciganos, negros, deficientes físicos e outros não arianos eram inferiores e não mereciam estima alguma; mereciam apenas desaparecer, morrer. “Nossa” resposta, “nosso” NÃO, fez acontecer o “Dia D” na praia de Omaha, na Normandia. Depois, a atitude de enorme autoestima originada e sustentada pela identidade de “povo escolhido”, levaria os judeus sobreviventes de todo aquele horror a criar um Estado impossível chamado Israel enquanto a identidade de “filhos de Alá” dos Palestinos, alimenta, em sua terra ilegalmente ocupada, uma resistência heróica, mas sangrenta.

A atitude de enorme autoestima por si mesmos e pelo seu povo oprimido, para não tolerarem calados que os negros tivessem que sentar-se no banco de trás dos ônibus, que as crianças negras não pudessem estudar nas mesmas escolas das brancas ou que os africanos (americanos ou sul-africanos) fossem segregados e tratados como porcos, produziu o comovente e inesquecível discurso “I Have A Dream” de Martin Luther King e a resolução e determinação para Nelson Mandela sobreviver a 27 anos de cadeia injusta e tortura vergonhosa antes de ser libertado para se tornar presidente de seu próprio país. Um triunfo glorioso, reivindicado e esperado pela parte melhor de nosso mundo, pela parte mais apaixonada desse mundo que se reuniu em um concerto em homenagem aos 70 anos de Mandela (ainda na prisão) em 1988. Naquele dia o gramado do estádio de Wembley foi irrigado pelas lágrimas produzidas por corações cheios de orgulho (de estima, enorme estima por si mesmos) pelo simples fato de serem humanos e estarem ali fazendo parte da melhor parte da humanidade, 200 mil gargantas gritando Set Mandela Free! (libertem Nelson Mandela!) ao som de Mandela Day do Simple Minds, There Must Be An Angel Playing With My Heart do Eurythmics e Brothers In Arms do Dire Straits. Hoje, uma atitude que combina, de forma particularmente infeliz, ignorância, amnésia ou total irresponsabilidade leva os sul-africanos a elegerem um presidente condenado por estupro e réu de uma dúzia de processos por corrupção.

Além de libertar líderes como Nelson Mandela (solto em 1990), a atitude de autoestima, tanto coletiva quanto individual, quando posta em ação pode libertar nações, produzir saltos gigantescos na ciência e na arte e, um dia, garantir até mesmo a própria continuidade de nossa espécie. Gandhi conduziu o povo da segunda nação mais populosa do mundo da condição de colônia escrava da Inglaterra para Estado soberano e independente apelando, além da não violência, para a dignidade e autoestima dos indianos que, até então, mantinham uma atitude de aceitação de sua condição de servos da coroa britânica, iludidos pela falsa e perigosa crença de que era melhor viverem como escravos, mas com a certeza que os escravos têm, do que como povo livre e independente, responsável por suas próprias decisões e pela incerteza que isso representa. Um discurso de John Fitzgerald Kennedy na primavera de 1963 recrutou de uma só vez toda a autoestima do povo americano, uniu esforços, produziu volume e níveis de cooperação coletiva jamais vistos e acabou colocando o homem na Lua no verão de 1969. Em 2023, “iremos” à Marte sem nos perguntar se alguém mais é dono daquilo lá porque, depois que Nicolau Copérnico ultrajou nossa autoestima nos tirando do centro do universo, desde então ninguém mais apareceu para nos dizer que não merecemos ter dois planetas: a Terra como principal e Marte como estepe, como plano “B” de uma raça que, tal como o mais narcisista dos vírus, multiplica-se a taxas geométricas e tem uma capacidade singular de exaurir até a exaustão os recursos de seu próprio ambiente.

Uma das maiores dificuldades para que os contemporâneos de Charles Darwin aceitassem sua Teoria da Origem das Espécies foi a destruição de sua autoestima, estraçalhada pela idéia de que seus ancestrais não eram Adão e Eva, brancos e depilados, exilados no Jardim do Éden, mas sim, primeiro, macacos peludos e, depois, os negros das planícies do Quênia. A mesma atitude de autoestima que faz com que algumas pessoas que acreditam na reencarnação tenham delírios de identificação com vidas anteriores nas quais todo mundo foi Nefertiti, Ramsés II, reis, rainhas, príncipes e princesas da Idade Média, vivendo em castelos e palácios da Europa, e sendo sempre os protagonistas de grandes estórias de amor, grandeza e poder. Você por acaso já encontrou alguém que fizesse questão de afirmar que em outra vida foi um Zé Ninguém, nascido na África, em Bangladesh ou no Sri Lanka e que morreu de cólera, fome ou pólio, depois de uma vida insignificante, sem nenhuma qualidade, virtude, riqueza, beleza ou poder?

O talento de Mozart criou a inconfundível Sinfonia Número 40 e, sua enorme autoestima, o mais suntuoso e tocante dos réquiens, um réquiem para ele mesmo. A força mais sedutora na mensagem de Jesus foi nos lembrar não de nosso pecado original, mas de nossa inocência original. É fácil sentir-se bem ouvindo isso. Mais difícil é aceitar que pelos erros de outra pessoa (mesmo que Adão e Eva) todos temos que pagar e arder no fogo do inferno. Cumprir 10 Mandamentos cuja maioria se resume a “não pode isso”, “não faça aquilo”, pode parecer possível apenas para o próprio Moisés. Mas um só – “Ama o teu próximo como a ti mesmo” – já parece um começo bem mais próximo dos humanos sem o cajado mágico do príncipe do Egito (e ainda com o bônus simpático de sua implicação tácita: “como a ti mesmo” pressupõe que devemos estimar a quem primeiro?). Mesmo não sendo o mais disciplinado dos cristãos, essa parte coloca a estima por eu mesmo (esse que escreve esse artigo que você lê agora) a tal nível de controle sobre as minhas avaliações a ponto de poder fazer-me achar que, se você não gostar do que escrevo, não é o texto que está ruim é você que não está em um bom momento para entendê-lo.

ONDE CONSEGUIR UMA ATITUDE DE AUTOESTIMA?

Ter uma atitude de estima por nós mesmos significa ter apreço e afeição por aquilo que somos, por nossa identidade, pela maneira como nos definimos para nós mesmos e para o mundo. Essa identidade é a soma de nossas crenças e convicções sobre quem somos, o que fazemos, o que podemos fazer, o que temos de fazer, o que não conseguimos fazer, o que não aceitamos fazer, o que toleramos ou não toleramos. Esse conjunto de crenças é simplesmente o filtro supremo de tudo o que percebemos, do como percebemos, do significado que damos e das decisões que tomamos sobre tudo o que nos acontece. É a maior das forças em nossa personalidade e tudo o que fazemos precisa confirmar, obedecer, estar de acordo com essa identidade, tanto naquilo que nos fortalece quanto no que nos enfraquece ou destrói. A identidade de cada um de nós foi construída através de nossas experiências, de como fomos iniciados nesse mundo, de nossos aprendizados, das respostas que recebemos de nossas ações, tanto positivas quanto dolorosas. A expectativa de nossos pais ou de qualquer pessoa influente em nossa sobrevivência física ou aceitação social, com certeza exerceu um impacto dramático na formatação de nossa identidade, pelos motivos que abordei no artigo “atitude de autenticidade” e também no artigo “atitude de emancipação”.

O fato é que nossa identidade determina nossa atitude de autoestima, que o tamanho de nossa autoestima é o tamanho determinado por nossa identidade. Por quê? Porque é essa identidade que permitirá ou não que façamos coisas pelas quais sintamos orgulho, valor, estima por nós mesmos. Porque são nossas referências (as memórias de nossas experiências, das coisas que fizemos e das respostas que recebemos) a fábrica da crença e da convicção de que somos ou não bons, melhores, capazes, suficientes, importantes, especiais, únicos, do que merecemos, do que aceitamos ou não para nós e para nossas vidas. Essas referências irão determinar ainda nossas predisposições, nossas expectativas com relação a nós mesmos e com relação ao futuro. Essas expectativas e predisposições podem ser fortes o bastante para tornarem-se profecias auto realizadoras.

DESTINO DE ZEBRA

Vou recorrer a uma comparação grosseira, apenas para ilustrar como isso funciona. Se eu fosse uma Zebra eu teria listras por todo o corpo. Essas listras (referências) fazem parte de minha identidade de Zebra, fazem-me lembrar o tempo todo de quem eu sou e também de quem eu não sou (minha identidade). É provável que, depois de algum tempo vivendo na savana, eu tenha deduzido em minha lógica simples de Zebra o tipo de futuro que é destinado às Zebras em função da presença próxima de nossos colegas de savana – os leões, e que essa dedução tenha me deixado deprimido ou apreensivo com minha condição. O que eu como Zebra (com a identidade de Zebra) faço? Nada, continuo sendo Zebra. Nenhuma zebra deve conseguir se imaginar um dia dando um cacete bem dado num leão porque suas listras (suas referências) as fazem saber que são apenas zebras e, além de as conduzirem a andar e viver como zebras, fazem-lhes esperar e aceitar ter apenas o destino que as zebras têm – almoço listrado de leão. Você pode dizer que não é bem assim, que viu em um programa do Discovery Channel ou do Animal Planet que as zebras correm e não se entregam facilmente para os leões. Sim, é verdade, elas correm, mas correm como zebras, não como leões, não o suficiente.

TRANSFORMANDO LISTRAS EM XADREZ

O ponto que quero afirmar aqui é que, se, conforme expliquei, o tamanho de nossa estima por nós mesmos é determinado por nossa identidade, para expandirmos nossa atitude de autoestima temos de expandir nossa identidade. Para expandirmos nossa identidade temos de fazer aquilo que não fizemos ainda para construir referências que construam uma identidade da qual tenhamos orgulho, pela qual sintamos realização e que mudem nossas expectativas com relação a nós mesmos, que alterem as profecias auto realizadoras desencadeadas por nossas predisposições com relação ao futuro. Diferentemente das zebras que não podem mudar suas listras (sem deixarem de ser zebras), nós podemos mudar, expandir nossas identidades, mudando as listras de nossas referências, fazendo aquilo que não fizemos ainda. Fazer o que não fizemos ainda significa usar músculos emocionais que não usamos ainda, ou que já usamos um dia, mas que hoje evitamos usar por medo ou que simplesmente deixamos de usar pela nossa dependência (vício ou escravidão) da certeza e do conforto de fazer apenas aquilo que já sabemos, que dominamos e no que já somos fortes ou ainda nos sentimos seguros e confiantes em fazer. Nós não construiremos autoestima vivendo de certeza, fazendo apenas aquilo que já conhecemos ou no que já somos fortes, confiantes ou seguros. Não é algo necessariamente errado ou imoral fazer (apenas) o que é confortável, agradável, pequeno, simples, rápido ou fácil. Imoral ou equivocado é esperar obter autoestima vivendo assim! Não é apenas fraqueza de caráter ou pequenez de espírito viver tempo demais (ou o tempo todo) no conforto e na conveniência proporcionados pelas ações e decisões tomadas por outras pessoas (atenção pais com dó de desmamar seus filhos). É perigoso e degradante porque não nos obriga a crescer e andar com nossas próprias pernas, a usar músculos emocionais que um dia poderão tornar-se urgentemente necessários e, ai de nós se eles não estiverem prontos, desenvolvidos e condicionados!!! Vamos cair, vamos perecer. Estaremos com as listras do medo, da fraqueza e da covardia quando nossa necessidade será de uma enorme juba de atitude, coragem e dignidade para nos impormos na savana do mundo. Satisfazer apenas nossa necessidade de certeza (segurança e conforto) ou satisfazer nossas outras necessidades em níveis apenas médios é o maior assassino de nossa motivação porque destrói ou diminui nossa atitude de auto-estima e nos leva a aceitar cada vez menos da vida, leva-nos a níveis perigosos de adaptação (aceitação conformista).

A boa notícia é que uma única coisa que façamos que exija de nós mais do que nossos músculos estavam acostumados, já produz expansão de nossas identidades. Essa expansão produz aumento da estima por nós mesmos, inflaciona nossa etiqueta de “preço”, de valor, muda nossas expectativas com relação a nós mesmos (e nossas exigências com relação aos outros), leva-nos a fazer outras coisas que expandem ainda mais nossa identidade, que aumentam ainda mais nossa atitude de autoestima, num ciclo virtuoso e sistêmico que não precisa ter fim e que impacta todas as áreas de nossa vida. Fazer essa única coisa, dar esse primeiro passo, pode ser para alguns a coisa mais difícil que já fizeram, mas, uma vez feita, será a coisa da qual elas se lembrarão como o momento mais decisivo de suas vidas. É isso que quero dizer quando recomendo às pessoas “faça aquilo que você nunca fez e viverá aquilo que você nunca viveu”. O que os chamados motivadores não sabem (ou preferem não dizer para não desmotivar) é a verdade fundamental de que a estima por nós mesmos é obtida fazendo o que é desconfortável, difícil, aquilo que exige de nossos músculos emocionais (coragem, determinação, resolução). Nós não tomamos nossas decisões (melhores e mais significativas para nossas vidas) em estado de conforto, facilidade ou certeza.

PELO “QUÊ” AS PESSOAS TROCAM SUA AUTO-ESTIMA?

Você já ouviu falar da história de pessoas que vivem vidas de completa anulação de suas identidades, de supressão total de sua estima por si mesmas. Talvez você já tenha se sentido indignado, perplexo ou revoltado ao tomar conhecimento da história de mulheres que se sujeitam ao abuso e à violência de seus parceiros, maridos ou não. A pergunta que todos nós fazemos numa situação como essa é: como ou por que alguém se sujeita ou aceita viver uma vida assim? E a resposta imediata (e superficial) que encontramos é: medo. Mas, além do medo de sofrerem mais violência se denunciarem seus agressores ou pedirem socorro, o que mais faz alguém assim tolerar e suportar a agressão a dor e do desprezo?

CERTEZA & CONEXÃO

AVISO:A partir desse ponto o texto pode requerer a compreensão dos fundamentos da Psicologia Evolucionista das Necessidades Humanas, disponíveis na seção FUNDAMENTOS do site da Matrix University Brasil. A maestria desses fundamentos começa a ser obtida no Programa PARAGON.

Nossas “necessidades primordialmente humanas” não se manifestam todas ao mesmo tempo e nem possuem a mesma força e nível de urgência. Sua ordem de manifestação e o nível de exigência de sua satisfação são acionadas por um termostato biológico simples, mas poderoso: sobrevivência. O que é mais biologicamente urgente para a sobrevivência receberá sempre maior prioridade e terá sempre maior força de demanda e controle sobre nós. Sentimos, portanto, primeiro e com mais força, a necessidade de certeza & conforto. Essa necessidade nos compele a orientar nossas escolhas buscando, sobretudo e primeiro, segurança, estabilidade e estrutura. Como essa segurança, estabilidade e estrutura vão depender muito e durante muito tempo das pessoas com as quais aprenderemos a contar (primeiro, pai e mãe e depois, por exemplo, maridos e esposas), a nossa segunda necessidade a se manifestar e exigir satisfação, por ordem de força e de prioridade, é a necessidade de amor & conexão. Temos, pois, naturalmente, a predisposição de buscarmos primeiro e sobretudo a satisfação de nossas necessidades de certeza & conforto e de amor & conexão.

Algumas variações podem ocorrer (e de fato ocorrem) nessa ordem de força e prioridade como, por exemplo, quando homens e (principalmente hoje) mulheres passam a dar à necessidade de significado uma prioridade maior do que aquela que dão à necessidade de conexão. Essa inversão de prioridade geralmente tem como causa, nada mais, nada menos do que a busca de satisfação da mais forte de todas as nossas necessidades: certeza. Uma forma de certeza chamada controle. Pessoas que acreditam que, para obterem e manterem amor & conexão, primeiro precisam de significado, são pessoas que, na verdade, mesmo que às vezes de forma inconsciente, estão buscando (primeiro ou mais) certeza e não amor & conexão. Isso não quer dizer que para elas, em seu MAPA (Modelo de Mundo), significado é mais importante do que amor & conexão, mas sim que para elas a certeza de seu próprio valor (significado) e a certeza de que estarão no controle é um meio ou uma pré-condição para uma relação de amor & conexão com alguém e garantia (certeza) de que não tenham que lidar com a dor de (se e quando a relação acabar) perderem seu significado, seu senso de valor próprio, de autonomia, sua capacidade de voltarem a viver sozinhas e independentes.

CERTEZA & SIGNIFICADO “VERSUS” AMOR & CONEXÃO

Não irei discutir ou analisar aqui se essa é uma estratégia que funciona. Posso apenas afirmar três coisas. Primeiro é que se trata de uma estratégia para se obter certeza e controle, muito mais do que uma estratégia para “obter” amor & conexão. Segundo, que nossa estrutura emocional não funciona como um carro com motor flex (que funciona tanto com álcool quanto com gasolina). Nossa exigência interna por amor & conexão só é silenciada com amor & conexão, puros, sem misturas. Certeza e significado aqui entram apenas como aditivos, como o óleo necessário para o bom funcionamento do motor. Não são eles que fazem o carro chamado relacionamento andar. Terceiro, que relacionamentos primordialmente conduzidos por significado são relacionamentos marcados pela competição e não pela conexão. Pessoas maciçamente orientadas por significado podem tornar-se perigosas quando se apaixonam, como ilustrou magistralmente Shakespeare na tragédia de Othello. Todo o enorme amor e devoção que Othello tinha por sua esposa Desdemona não o impediu de estrangulá-la até a morte pela simples suspeita de traição plantada em seus ouvidos pelo demônio Iago. Com o ego destruído e cego pelo ódio causado pela perda de significado, Othello foi recuperar a certeza de seu próprio valor durante os míseros segundos que (a inocente) Desdemona agonizou sufocada em suas mãos. Ela, mesmo na agonia de sua morte, ainda era governada pelo amor e conexão expressos de forma tocante em seu derradeiro gesto de carinho: suas mãos, brancas e delicadas, deslizando afetuosamente pela cabeça negra e corrompida de seu amado e assassino mouro.

MULHERES QUE “APANHAM POR AMOR”

Abordei essa dinâmica entre a diferente ordem de manifestação de nossas necessidades e os diferentes níveis de força que conferem a elas níveis diferentes de urgência, para tornar mais simples o entendimento do que acontece quando alguém anula sua autoestima deixando de buscar a satisfação de sua necessidade de significado em nome da satisfação de suas necessidades de certeza (com dor) e de conexão (sem amor). É, segundo minha visão, justamente o que acontece, por exemplo, com mulheres que se sujeitam durante anos à violência doméstica imposta por seus maridos ou companheiros. Sua necessidade de certeza de manter o pouco que elas já têm (“segurança” e “conexão”), exerce sobre elas uma força controladora maior do que o apelo frágil daquilo que poderiam ter (significado e estima por si mesmas). Temos que lembrar aqui que, quando privados de nossa autoestima, nossos medos se tornam maiores porque nos sentimos vítimas, frágeis e enfraquecidos. Podemos até mesmo passar a valorizar o julgamento que nossos opressores fazem de nós mais do que aquele que nós mesmos fazemos, chegando a ponto de aceitar o sofrimento que eles nos impõem achando que de que alguma forma merecemos isso. Some-se a isso a conexão e segurança (em forma de alívio ou submissão) existente entre uma agressão e outra e a bizarra conexão criada durante as surras (pelo contato físico) e você estará diante de alguém vivendo uma vida miserável, sem estima por si mesmo ou qualquer forma de significado, mas com migalhas de certeza e uma dieta destrutiva e insustentável de conexão.

CERTEZA & CONEXÃO “VERSUS”CRESCIMENTO & AUTO-INTEGRAÇÃO

A corrupção da autoestima pela não satisfação de nossa necessidade de significado não se restringe aos casos extremos de violência doméstica. Quando nosso foco e energia são monopolizados pelas necessidades de certeza e conexão, comprometemos também, além da necessidade de significado, as necessidades cuja satisfação representam o próprio genoma da auto-estima: crescimento e autointegração. Como isso acontece? Como quase todos os grandes males, primeiro, lenta e gradualmente, depois acelerada e totalmente, uma metástase fora de qualquer controle que pode lhe tirar o poder de reação e lhe conduzir a entregar-se à situação como se fosse um destino inexorável e parte de sua vida. Deixe-me ilustrar.

Vamos supor que você está em uma relação com uma pessoa que possui padrões de expectativa com relação à vida, inferiores aos seus (menos ambiciosos ou mais conformados). O que é mais provável acontecer, você influenciar essa pessoa a elevar os padrões dela ao nível dos seus, ou ela influenciar você a rebaixar seus padrões ao nível dos dela? Nesse caso a natureza está contra você. Na escala de preponderância de força das necessidades certeza (segurança, estabilidade) fala mais alto do que crescimento, e conexão é mais forte do que autointegração. É por isso que nos tornamos como as pessoas com as quais convivemos. É por isso que a maior parte do que é nossas vidas é um reflexo direto das expectativas das pessoas cuja opinião e sentimentos a nosso respeito determinam como nos sentimos. Para mantermos a certeza (estabilidade) e a conexão com essas pessoas (ou com os filhos gerados com essa pessoa), muitas vezes, poderemos deixar de crescer e nos auto-integrar e isso é promessa de dor, de frustração, pois, como disse Abraham Maslow “se você deliberadamente decidir ser menos do que você pode ser, então eu o advirto que você será profundamente infeliz pelo resto de sua vida”.

Temos que nos lembrar que quando duas pessoas se encontram, aquela com o maior nível de certeza sempre influencia a outra. Se o valor que você dá ao seu crescimento e autointegração for menor que o valor que a outra pessoa dá à certeza e conexão, você, eventualmente, atenderá às expectativas dela. Temos que lembrar e assumir que somos os responsáveis maiores e finais pelos nossos destinos; que as outras pessoas não violarão a satisfação das necessidades que a natureza as predispõe a valorizarem mais (certeza, significado e conexão) para atenderem à satisfação das necessidades que a mesma natureza nos predispõe a valorizarmos menos (incerteza, crescimento e autointegração). Acontece que, apesar de sua muito menor força de apelo e urgência, a não satisfação de nossas necessidades de crescimento e autointegração nos leva à morte, senão à morte física, à morte moral, emocional, ao fim do sentido e valor que damos à nossas vidas pela aniquilação de nossa estima por nós mesmos.

NEM OTHELO E NEM ROMEU – UM “HAMLET DECIDIDO”

O que torna gigantesca a tragédia de Romeu e Julieta é justamente o tamanho gigantesco de seu amor e conexão um com o outro, maior do que qualquer significado (importância) que os sobrenomes Montechio ou Capuleto pudessem dar. Quando se sentiram privados (pela ilusão da morte um do outro) da possibilidade de viverem esse amor (e essa conexão), sentiram-se privados do significado e do sentido da vida, de uma certeza pela qual viver. Temos que lembrar que, além de uma estória de amor, belíssima e inspiradora, essa é também um alerta, uma estória de morte, primeiro do significado, do crescimento e auto-integração, depois do sentido, da razão para continuar vivo. Deixamos de existir num estado de amor e conexão como esse. Deixamos de ser eu, meu, minha e passamos a ser nós, nosso. Enquanto o outro estiver respirando estaremos bem, quando isso não mais acontecer ou se o outro mudar suas prioridades ou a importância que dá à relação, estaremos em apuros. Não, não estou defendendo que ninguém se apaixone ou se entregue de corpo, alma e cartão de crédito a uma relação. Estou defendendo que em nossas relações não sejamos nem o Othelo que mata (injustamente) por significado e nem o Romeu que se mata (precipitadamente) por conexão. Sejamos um Hamlet Decidido que na dúvida do Ser ou Não Ser, SEJA. Aliás, na mais extraordinária das versões de Hamlet feitas para o cinema, Kenneth Branagh destila com maestria sobrenatural esse universalmente famoso monólogo, em uma sala repleta de espelhos, espelhos nos quais Hamlet, vaidosamente, contempla a si mesmo, prova de sua ENORME AUTO-ESTIMA!.

Amauri MAVERICK Pereira
Heart Coach & Head Trainer
Programa Paragon para Educação da Atitude
Criador da Matrix University Brasil

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ATENÇÃO
Para divulgar este artigo, mencione a autoria da seguinte forma:

Amauri MAVERICK Pereira
Heart Coach & Head Trainer
Programa Paragon para Educação da Atitude
Criador da Matrix University Brasil

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Educação da Atitude

Programa PARAGON

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Algumas pessoas foram forjadas pela vida e passaram a ter atitudes superiores por terem vivenciado um elenco de circunstâncias diversas que contribuíram para a Educação de suas ATITUDES para o ÊXITO e a FELICIDADE!
Aí está o desafio! Reunir e sistematizar os conhecimentos que ajudam você a assimilar por vivência a Educação da ATITUDE.
Para isso, contar com a mais adequada das ajudas é simplesmente a mais inteligente das atitudes. Coloque-se em um AMBIENTE que NÃO LHE DEIXE ESCOLHA a não ser EXPANDIR, ignorando o CONFORTÁVEL e CONVENIENTE e optando pelo DESAFIANTE, pelo FAZER O QUE NUNCA FEZ para VIVER O QUE NUNCA VIVEU! É isso, EXATAMENTE ISSO, que oferecemos no Programa PARAGON: uma ACADEMIA DE ATITUDE.

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Atitude de Emancipação

26/08/2009

ATITUDE DE EMANCIPAÇÃO

Você conhece alguém que consegue sentir orgulho ou realização por algo que não é seu, algo que não construiu, criou, não escolheu e não conquistou? Se você conhece alguém assim, essa pessoa precisa de ajuda, pois está vivendo não a própria vida, mas a vida de outras pessoas. Uma das mais sinistras fábricas de confusão e frustração em nossos dias é a ausência de ritos de passagem que nos dêem a convicção e a IDENTIDADE de pessoas emancipadas, tanto de nosso passado quanto daqueles que neste passado representavam a satisfação de nossas necessidades mais primordiais. Por emancipação quero dizer independência plena e de fato e não aquela superficial (quase sempre mentirosa) outorgada para “inglês ver” a adolescentes em seu baile de debutantes e nem aquela meramente jurídica conquistada de forma automática quando atingimos a maioridade.
Não quero aqui ser mais um a fazer uma apologia ao passado, aos bons tempos de antigamente ou ao valor e preciosidade de se viver orientado por coisas que, apesar de bem distantes das grandes cidades e quase alienígenas para nosso tempo, sua ausência em nossas vidas grita com a mesma força de nossas insatisfações e do mais terrível de nossos desconfortos: não temos quase nenhuma certeza de quem realmente somos porque nunca nos tornamos (de fato) nós mesmos, nunca nos emancipamos de fato. Podemos até nos sentir responsáveis por nossos atos e, de certa forma, donos soberanos de nossas escolhas e caminhos. Mas se essas escolhas e caminhos hoje mais nos frustram ou assustam do que nos satisfazem e preenchem, então, a melhor parte de nós está tentando nos comunicar uma coisa: precisamos urgente nos emanciparmos dessas escolhas e caminhos (renovando-os ou descartando-os) ou nos emanciparmos de vez de nosso passado e das razões (valores e convicções), não verdadeiramente “nossas”, mas em função das quais escolhemos a direção de nossas vidas.

Além do contato e co-dependência harmoniosa e sustentável com a natureza, existe uma coisa em especial entre os povos da floresta, é verdade, que mais de antigamente do que de hoje, que muito bem faria a todos nós: o rito de passagem e emancipação. Quando um menino ou menina atinge a puberdade em uma aldeia indígena, por exemplo, toda a tribo se reúne para o ritual através do qual, esse menino ou essa menina e todos os membros da tribo saberão e lembrarão para sempre que, a partir DAQUELE momento, aquele menino é homem e aquela menina é mulher. Nunca mais será aceitável que se comportem com outra IDENTIDADE que não seja a de pessoa emancipada e totalmente livre da dependência e controle de seus pais ou mães, sejam essa dependência e controle expressos explicitamente de forma verbal, seja apenas escutada silenciosamente em seus íntimos através de lembranças muito mais confortáveis de uma época na qual era bom ter alguém fazendo escolhas e tomando todas as decisões.

Esses ritos de passagem, para atenderem seu propósito de instalar em quem deles participa uma nova identidade, emancipada e livre de seu passado, não se resumem a uma celebração e muito menos a uma dança de acasalamento. Os mais contundentes exigem que o participante passe por uma prova envolvendo risco, demonstração de força, coragem e, muitas vezes, privação, isolamento e solidão, sacrifício e resistência a dor. É dessa maneira que ele ou ela mostrará, primeiro para si mesmo e depois para a tribo, que ali está alguém inteiro, não mais uma criança amarrada ou um pseudo-adulto, fraco e dependente de seus pais ou parentes para a satisfação de suas necessidades. É dessa maneira que um rito de passagem propicia a oportunidade de sabermos a cor daquilo do qual somos realmente feitos.

UM HOMEM CHAMADO CAVALO

Quando eu tinha 12 anos assisti ao filme “Um Homem Chamado Cavalo”, um dos últimos estertores de grandeza do cinema americano e que mais tarde serviria como inspiração para Kevin Costner produzir e dirigir Dança Com Lobos e ganhar 7 prêmios Oscar. Muito mais tocante e intimista, Um Homem Chamado Cavalo nos dá uma formidável demonstração da importância de um rito de passagem para aceitação de alguém dentro de um grupo ao qual quer pertencer como pessoa e não apenas dele depender como uma criança com fome depende de seus pais. Richard Harris faz o papel do Lorde John Morgan, um aristocrata capturado pelos índios Sioux no estado americano da Dakota do Norte. Como prisioneiro, passou a viver em total contato com os costumes e maneiras daqueles de quem antes sabia e pensava apenas uma única coisa: “índio bom é índio morto”. Tocado profundamente pela beleza e pureza da humanidade daquela gente, ele esqueceu totalmente suas raízes e sua identidade de aristocrata fresco e almofadinha, de homem branco e civilizado que caça peles-vermelha “selvagens e maus” atirando neles de forma covarde e cruel da janela de um trem. Este homem a quem os índios também aprenderam a amar e a respeitar por sua coragem e lealdade à tribo e que a ele deram o nome de Cavalo, chega finalmente ao ponto de querer tornar-se um deles, “virar” um Sioux. E para isso, aceita passar por um rito de passagem brutal e irreversível. Nenhum esforço meu seria suficiente para descrever aqui com totalidade e verdade os componentes desse rito. Mas ao final, o filme não precisa mostrar mais nada para lhe dar a certeza de que aquele homem torna-se outra pessoa, adquire de fato e para sempre uma nova identidade. Os valores e convicções com os quais viveu até então morrem para que outros possam viver. Emancipação é isso. Sem um rito de passagem no qual escolhemos a emancipação que queremos ou que precisamos ter, acabamos reféns da espera de que alguma coisa nos obrigue a “passar de fase” no vídeo game medíocre que se torna nossas vidas ou, pior, deixamos ao tempo e a entropia o expediente verdugo de nos emancipar na marra através de alguma forma de perda: o fim doloroso de um relacionamento, a morte de alguém, a perda de um emprego ou o fim de um negócio.

O GRANDE PEQUENO HOMEM

Não estou aqui pregando que você saia por aí pregado em uma cruz ou que passe dias e noites amarrado de cabeça para baixo, sustentado por uma corda com ganchos de açougue perfurando seus mamilos para, desta forma, emancipar-se de suas fraquezas e conquistar forças e virtudes que sejam realmente suas. Meu ponto aqui é que será muito difícil para qualquer homem ou mulher construir (e manter) auto-estima sem emancipação. Será muito difícil para qualquer pessoa verdadeira sentir-se inteira e grande, tendo sua vida composta essencialmente de pedaços de outras pessoas (pais, principalmente) e fazendo coisas pequenas com os restos que herdou de alguém.

Um fato inquestionável nos dias de hoje é que o mundo deixou de produzir heróis. Ou vivemos hoje em uma época ordinária que não produz pessoas extraordinárias, ou vivemos em uma época extraordinária que produz pessoas ordinárias que não precisam fazer quase nada extraordinário e por isso continuam sendo ordinárias. É muito difícil não relacionar isso com o fato de que hoje em dia a coisa mais próxima de um rito de passagem disponível para as meninas é quando pedem emprestado de suas mães pela primeira vez um absorvente íntimo ou tomam um banho de meleca quando passam no vestibular. E para os meninos, quando tocam a primeira (com o perdão da palavra) punheta bem-sucedida ou pedem para os pais emprestarem a chave do carro.

Talvez não seja esse o seu caso. Talvez você tenha tido de fato algum rito de passagem e emancipação mais profundo e significativo e, mesmo assim, esteja sentindo hoje que a vida para a qual você passou a viver quando passou por esse rito de passagem, passou, esgotou o sabor, venceu a validade. Seja lá qual for o seu caso, a resposta é a mesma: um rito de passagem e emancipação, uma das coisas menos facilmente disponíveis e que você terá de procurar o seu (e eu posso lhe ajudar e MUITO nisso). Até que encontremos uma forma de crismar uma transição tendemos a permanecer no limbo dessa transição. Neste limbo tudo o que sentimos é a falta de alguma coisa, algo que nos preencha e sature: um novo projeto, um livro, uma nova roupa, um novo carro, um novo CD, um novo filme, uma nova forma de terapia, comida, chocolate, drogas. Em casos mais extremos e, infelizmente, bastante comuns hoje em dia, o buraco existencial é enchido (mas nunca totalmente tapado) com medidas bem mais inconseqüentes: gravidez irresponsável, promiscuidade selvagem, troca incessante de relacionamentos ou de emprego e carreira, rebeldia sem causa, violência.

De forma totalmente oposta, um rito de passagem e emancipação nos oferece a oportunidade de nos esvaziarmos, de nos livramos do velho para termos espaço para o novo, para estarmos abertos ao novo, para podermos enfim receber a novidade que tanto precisamos (e intuitivamente queremos): aquilo que ainda não sabemos sobre nós mesmos, a verdadeira cor daquilo do que somos feitos. Um rito de passagem e emancipação é uma forma de perguntar a vida o que ela quer fazer de nós ao invés de continuarmos a pensar para o resto da vida o que queremos fazer dela. A emancipação de nosso passado ou das coisas cujo valor e energia acusam validade vencida é o passaporte indispensável para o mais essencial dos sentimentos humanos: a “ATITUDE DE ESTIMA POR SI MESMO”. E sobre isso trataremos a seguir.

Amauri MAVERICK Pereira
Heart Coach & Head Trainer
Programa Paragon para Educação da Atitude
Criador da Matrix University Brasil

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Para divulgar este artigo, mencione a autoria da seguinte forma:

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Algumas pessoas foram forjadas pela vida e passaram a ter atitudes superiores por terem vivenciado um elenco de circunstâncias diversas que contribuíram para a Educação de suas ATITUDES para o ÊXITO e a FELICIDADE!
Aí está o desafio! Reunir e sistematizar os conhecimentos que ajudam você a assimilar por vivência a Educação da ATITUDE.
Para isso, contar com a mais adequada das ajudas é simplesmente a mais inteligente das atitudes. Coloque-se em um AMBIENTE que NÃO LHE DEIXE ESCOLHA a não ser EXPANDIR, ignorando o CONFORTÁVEL e CONVENIENTE e optando pelo DESAFIANTE, pelo FAZER O QUE NUNCA FEZ para VIVER O QUE NUNCA VIVEU! É isso, EXATAMENTE ISSO, que oferecemos no Programa PARAGON: uma ACADEMIA DE ATITUDE.

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Atitude de Autenticidade

26/08/2009

ATITUDE DE AUTENTICIDADE

Você costuma dizer sim quando sua vontade é dizer não? Você costuma dizer não quando sua necessidade é dizer sim? Você já se arrependeu de não ter se posicionado, manifestado sua opinião, dito exatamente o que pensava, o que queria ou necessitava? Quanto do COMO você se sente a respeito de você é determinado apenas por você? Quanto do como você se sente a respeito de você é determinado pelo o que as outras pessoas pensam, dizem ou fazem em relação a você?

A resposta à qualquer uma dessas perguntas pode revelar (como um exame de sangue revela os níveis de colesterol e de açúcar no sangue) a quantas anda sua autenticidade, sua emancipação e sua estima por si mesmo. A comparação com um exame de sangue, além de não ser exagerada, é extremamente adequada e necessariamente oportuna para aquilo que pretendo defender aqui: que a ausência dessas três coisas (de uma atitude de autenticidade, de uma atitude de emancipação e de uma atitude de auto-estima) pode se tornar uma doença tão degenerativa quanto o diabetes, com a diferença técnica (e trágica) de que, ao contrário do diabetes, não temos um teste ou exame que possamos fazer para prevenir ou evitar suas consequências destrutivas. Isso pode nos levar a identificar o problema apenas quando ele já nos levou a escolhas e decisões permanentemente comprometedoras, determinantes (às vezes irreversíveis) de nosso destino, sequelas duradouras, cicatrizes eternas.

Muito se fala sobre o assunto auto-estima, mas pouco se diz sobre como “obtê-la”. Sim, o-b-t-ê-l-a, pois, a atitude de NÃO estima por nós mesmos não é genética. Ela é obtida. Neste artigo vou abordar como, tanto a atitude de estima quanto a atitude de não estima por nós mesmos são produtos diretos de duas outras coisas extremamente delicadas e indispensavelmente importantes: autenticidade e emancipação.

BRUTAL AUTENTICIDADE

Ninguém vem ao mundo branco como uma folha de papel ou vazio como um vazo de vitrine. Ainda dentro do útero de nossas mães, já tínhamos necessidades pulsando dentro de nós e demandando ininterrupta atenção e satisfação. Lá dentro, essa satisfação estava próxima o bastante para ser automática e certa o bastante para ser incondicional: o corpo de nossa mãe não tinha escolha a não ser nos satisfazer. Tudo o que tínhamos que fazer era estar lá. Não tínhamos ainda que ser lá coisa alguma, não nos era exigida ainda nenhuma atitude para termos o mérito do amor e da atenção. O Hamlet em cada um de nós viria mais tarde e ficaria para sempre. Independente disso, já havia um monte de planos feitos para nós, expectativas e sonhos de nossos pais sobre o quê nos tornaríamos quando saíssemos de lá e papéis e condutas adequadas e apropriadas para vivermos na sociedade que nos receberia.

A partir do momento do corte de nosso cordão umbilical, encerra-se o período de satisfação automática e incondicional de nossas necessidades e inicia-se um período de forçosa e irreversível emancipação. Não bastará mais apenas estarmos, teremos que nos tornarmos alguma coisa para que nossas necessidades sejam satisfeitas.

Saímos do útero de nossas mães num estado que eu chamo de AUTENTICIDADE BRUTA: temos apenas necessidades e sabemos exatamente o que fazer para obtermos satisfação – comunicarmos nossas necessidades. No início essa comunicação é aceita exatamente como é feita, sem condições ou qualquer exigência. Não importando a hora e não importando a forma (oral, líquida ou sólida) que comunicássemos nossas necessidades, elas seriam atendidas o mais prontamente possível, construindo em nós a confortável, necessária, e segura certeza de que aqui fora (do útero), ser verdadeiro sobre nossos sentimentos e autêntico na comunicação de nossas necessidades é garantia de satisfação. Essa foi a época em que experimentamos amor incondicional. Em função desse amor (ou pelo menos cuidado) incondicional, éramos 100% autênticos, tudo o que tínhamos eram necessidades e desejos e tudo o que fazíamos era comunicar essas necessidades e desejos de forma 100% verdadeira, 100% íntegra, 100% autêntica. Então veio a expulsão do paraíso.

A “QUEDA”

Nessa atitude autêntica e original (não construída, não calculada) estava nossa maior força, nosso maior poder, nossa maior certeza: a certeza de nosso valor. Nessa atitude estava ainda nossa maior beleza e a coisa mais próxima de sagrado e puro que jamais seria encontrada de novo em nós ao longo de nossas vidas. Toda vez que essa autenticidade foi recompensada, nossa força e poder foram aumentados, nosso valor foi confirmado. (estima-se que aos três anos de idade, já temos pronta e formatada a idéia do quanto valemos para as pessoas e para o mundo). Da mesma forma, toda vez que essa autenticidade foi negligenciada, ignorada ou, pior, punida, nossa força e poder foram diminuídos, nosso valor foi colocado em dúvida ou mesmo deliberadamente negado.

Fora do útero de nossas mães nossa necessidade é certa e nossa satisfação incerta. Para lidar com essa realidade e sobreviver, tanto fisiológica quanto emocionalmente, nós entramos no jogo que eu chamo de JOGO DA “ATITUDE VAI”, “ATITUDE SAI” ou “ATITUDE CAI”. Foi a maneira que nós jogamos esse jogo e os resultados que obtivemos que nos tornaram quem somos hoje, com nossas forças e nossas fraquezas, nossos vícios e nossas virtudes. A atitude que mais nos define é produto final de como jogamos esse jogo.

A  ATITUDE “VAI”, “SAI” OU “CAI”.

O Jogo da ATITUDE “VAI”, “SAI” ou “CAI” é o jogo que todos nós jogamos desde muito cedo para lidar com o fato de que nossas necessidades são um fato certo, mas sua satisfação é um fato incerto. Quando, para comunicar suas necessidades você usa a ATITUDE “V.A.I.”, você faz VALER sua Autenticidade e Integridade e diz exatamente o que pensa e sente, exatamente o que quer e exatamente o que não quer. Isso não é garantia da satisfação de (todas as) suas necessidades, mas é garantia da satisfação da mais crítica e poderosa de todas as suas necessidades: a certeza de quem exatamente você é, a despeito da resposta dos outros, a despeito da aprovação, concordância ou cooperação dos outros. Nesta atitude está a garantia do desenvolvimento de uma fé inabalável sobre seu próprio valor, em sua capacidade de avaliação e julgamento, de sua emancipação emocional e, como resultado final, de uma atitude de enorme estima por si mesmo.

Como nesse mundo cada um tem suas próprias necessidades e encontra seus próprios desafios para satisfazer essas necessidades, muitas vezes (para alguns, na maioria das vezes), para manter a relação com algumas pessoas (pais, irmãos, cônjuges, autoridades morais), muitas vezes, ao invés da ATITUDE “V.A.I.” você opta pela ATITUDE “S.A.I.”: você Supera (suprime ou expande) sua Autenticidade e Integridade. Na ATITUDE “S.A.I.” você ainda Valoriza sua Autenticidade e Integridade (ATITUDE “S.A.I.”), mas se dispõe a fazer o que o outro quer ou precisa em troca daquilo que você quer ou precisa. A superação e expansão de sua autenticidade e integridade ocorrem porque você passa a agir de acordo com valores e regras (princípios e critérios) que (pelo menos ainda) não eram seus, mas tornam-se os seus por necessidade de adaptação. Essa atitude de adaptação necessária e, muitas vezes, inescapável, pode ser tanto saudável e construtiva quanto limitadora e destrutiva, dependendo basicamente de duas coisas: 1) quanto essa adaptação compromete ou não seu senso de autenticidade, sua certeza de quem você realmente é quando não precisa dos outros para satisfazer suas necessidades e 2) a qualidade dos valores e das regras que você estará emprestando dos outros para satisfazer suas necessidades.

Pode-se dizer que o tamanho de sua AUTENTICIDADE é diretamente proporcional à quantidade de vezes que você ao longo de sua vida optou pela ATITUDE “V.A.I.” e não pela ATITUDE “S.A.I.”. Pode-se dizer que as pessoas mais formidáveis, aquelas de caráter fascinante e personalidade magnética, são pessoas que passaram mais tempo operando na ATITUDE “V.A.I.” do que na ATITUDE “S.A.I.”, ou que fizeram a mágica de combinar essas duas atitudes de forma cruamente consciente, sem nunca perder “de vista” as linhas divisórias, sabendo sempre onde estavam as fronteiras que separavam elas em sua integridade total, daquilo que elas emprestaram dos outros para adaptar-se ao mundo. Um dos maiores motivos para conhecer a si mesmo é saber exatamente o quê em você é você e o quê em você não é você. Um dos maiores motivos para não se saber o quê se quer da vida é o conflito ou disputa entre partes de você que são realmente você e partes de você que foram instaladas pela necessidade de adaptação ao ambiente externo ao qual você teve que recorrer para buscar a satisfação de suas necessidades. É como ir comprar alguma coisa e pagar com uma moeda que o dono da loja olha e lhe diz “esse dinheiro não vale aqui, você precisa trazer outro, caso contrário não poderá levar o que quer”. Por necessidade, para sobreviver, você acaba abrindo mão de sua própria moeda (sua integridade, sua totalidade e sua autenticidade) e passa a vida comprando a satisfação de necessidades que são suas com valores que não são seus.

COOPERAÇÃO ABAIXO de sua AUTENTICIDADE e INTEGRIDADE.

A resposta que você recebeu do mundo toda vez que optou pela ATITUDE “V.A.I.” e a maneira como você reagiu a essa resposta determinam muito de sua opção pela ATITUDE “S.A.I.” ou pela ATITUDE “C.A.I.”: Cooperar Abaixo de sua Autenticidade e Integridade. Em outras palavras, dizer sim quando sua vontade é dizer não e dizer não quando sua vontade é dizer sim. Você assume a ATITUDE “C.A.I.” toda vez que Compromete a Autenticidade e Integridade de seus valores em troca da satisfação de suas necessidades. Essa satisfação, apesar de garantir sua sobrevivência (fisiológica ou emocional) é garantia de uma atitude de baixa estima por si mesmo, enorme confusão de valores e uma convicção perigosamente frágil em suas próprias avaliações e julgamentos. Você permanece como uma criança eternamente dependente de aprovação, aceitação e, principalmente, controle dos outros. Você deixa de ter uma coisa chamada opinião própria, você esquece ou abandona completamente quem você realmente é. Você sobrevive assim. Mas apenas isso. No próximo artigo aponto “A CURA” para essa doença chamada ATITUDE “C.A.I.” da qual sofre (de forma perigosamente inconsciente) um número assustador de pessoas. Uma CURA chamada: “ATITUDE DE emancipação”.

Amauri MAVERICK Pereira
Heart Coach & Head Trainer
Programa Paragon para Educação da Atitude
Criador da Matrix University Brasil

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Atitude de Inteligência

26/08/2009

ATITUDE DE INTELIGÊNCIA

“INTELIGÊNCIA: Capacidade de apreender e organizar os dados de uma situação, em circunstâncias para as quais de nada servem o INSTINTO, a APRENDIZAGEM e o HÁBITO; capacidade de resolver problemas e empenhar-se em processos de pensamento abstrato. Percepção clara e fácil; habilidade em tirar partido das circunstâncias; engenhosidade e eficácia no exercício de uma atividade; sagacidade, perspicácia. Inferir a partir de dados incompletos e tomar decisões em condições de INCERTEZA.”
Dicionário Houaiss

COMO PASSAR MAIS TEMPO APROVEITANDO DO QUE CONSERTANDO A SUA VIDA?

Adotar uma ATITUDE DE Inteligência de forma consistente (e não apenas uma ou outra a cada 20 anos!) é a única forma de passarmos mais tempo APROVEITANDO do que CONSERTANDO nossas vidas. Por “ATITUDE DE Inteligência” entenda o fazer escolhas e o tomar decisões com clareza, propósito, INTENÇÃO DETERMINADA e RESOLVIDA. Significa fazer e tomar decisões REALMENTE INTENCIONAIS, orientadas pela vontade declarada, pela busca aberta e descolada da satisfação de nossas necessidades e de nossos valores, de forma sustentável SIM (realmente possível de ser mantida) e congruente SIM (não conflitante) com nossas identidades; mas também tomados por aquilo que, além de fazer nossa vida funcionara faz valer a pena: envolvimento visceral, comprometimento apaixonado. E, para isso, nenhum alimento, nenhum elemento, nenhum componente, nenhum conceito de inteligência (novo ou disfarçadode novo), nenhuma técnica, nenhuma estratégia, nenhuma ciência e nenhum “SEGREDO” poderá ainda ser inventado ou será ainda “descoberto” que supere ou sequer substitua a química decorrente da união de 6 letras: “ENERGO”. Ou, em bom português, com suas 7 letras: ENERGIA.

Não importa quantos cursos façamos ou quantos recursos acumulamos para melhorar nossa atitude, turbinar nossa performance ou subir de posição na cadeia alimentar, sem “energo”, tornamo-nos mais inclinados a procurar justificativasdo que a encontrar alternativas, congelamos na mediocridade ou na hipnose fossilizada de nossos dilemas, tendemos a não fazer, a procrastinar indefinidamente ou a fazer apenas o que nos for conveniente (e confortável). Com “energo”, nossos problemas tendem a ser “PROBLEMAS DE CRESCIMENTO”: problemas que (enfrentados) nos PROMOVEM DE nível, nos levam para OUTRO PATAMAR da CADEIA ALIMENTAR, mais ELEVADO do que aquele no qual nos encontrávamos. Sem “energo”, nossos problemas tendem a ser “PROBLEMAS de ENCOLHIMENTO”: problemas oriundos dos PROBLEMAS de CRESCIMENTO que evitamos enfrentar (por FALTA de “energo”) e que nos mantém em tediosa paralisia, em perigosa estagnação, em constrangedor proveito paupérrimo de nossas possibilidades. Sem “energo” nossa atitude tende a ser a de buscar um sentido para a vidaao invés de viver uma vida com SENTIDO. Sem “energo” para nos fazer CRESCER somos presas fáceis da ENTROPIA para nos fazer ENCOLHER. Energo, histamina, vigor, ENERGIA ou (com o perdão da linguagem), “FOGO NO RABO”, constitui a mais poderosa vacina (ou o mais poderoso antídoto) contra uma vida vivida abaixo de suas reais possibilidades.

ENERGIA:
ATITUDE DE INTELIGÊNCIA VERSUS A ENTROPIA DA BURRICE

De todas as psicologias, a de maior contundência científica dos últimos 150 anos assume que, em essência, todo mundo quertomar apenas decisões inteligentes; em essência, todo mundo quer sempre ACERTAR. Essa não é, de forma alguma, uma teoria, um credo, uma filosofia ou um sistema de pensamento sobre a natureza humana. Essa é a PRÓPRIA NATUREZA (BIOLÓGICA) HUMANA. Nossa ancestral memória genético-evolutiva esculpiu, demorada e pacientemente, nas células do “porão” de nossos cérebros (o sistema límbico), um programa de comportamento com uma instrução tremendamente simples: acerte e terá prazer (satisfação, conforto) e poderá sobreviver, erre e terá dor (frustração, privação, dano) e poderá morrer. Esse fator “viver VERSUS morrer”deveria ser, por si só, suficiente e forte o bastante para, pelo tempo que já estamos aqui neste planeta, ter produzido uma espécie superinteligenteque SÓ ACERTA. Acontece que temos outras forças a considerar, a mais importante delas é nossa energia individuallimitada. Como não temos um estoque infinito de energia disponível (sabemos de nossa mortalidade biológica), temos como principal tendência economizar energia. Para economizar energia desenvolvemos padrões repetitivos de comportamento, formas fixas de agir que nos isentam da necessidade de inventarmos um novo comportamento a cada situação, mesmo quando uma situação novaexige uma atitude nova. É como a gravidade: a mesma força que nos mantém (seguros) no chão, também nos impede de voar.

Essa permanente economia de energia é o que mais nos afasta de atitudes inteligentes, nos levando a fazer escolhas e a tomar decisões baseados em, por ordem de força e manifestação cronológica:

01. O instinto: nossa ciênciaou lógica intuitivaprofundamente arraigada à nossa autopreservação e sobrevivência. Não existe em nossos instintos nenhum compromisso maior com nossa autorealizaçãomaior e nem com o uso do máximo de nosso potencial.

02. A aprendizagem: nossa avaliação do que nos acontece é pré-filtrada por nossa experiência, por aquilo que já nos aconteceu antes e pelo que aprendemos através disso. Somos, em grande parte das vezes, aprendizes vagarosos demais e, muitas vezes, imbecis em nossas avaliações e interpretações.

03. O hábito: nossa natural preferência por CERTEZA, SEGURANÇA e PREVISIBILIDADE nos faz desenvolver hábitos, atitudes, formas conhecidas de agir ou de reagir às circunstâncias. Mecanismo muito eficiente para economizar energia, mas não para evitar atraso em nosso desenvolvimento e crescimento, fracasso sistemático em nossas iniciativas, problemas crônicos e muita frustração. Novas circunstâncias e diferentes situações exigem reações novas e atitudes diferentes.

Esse “funcionamento econômico”, essa tendência por uma existência morna, essa expectativa pelo lento, calmo, garantido e seguro, essa atitude contida de estar sempre no meio do pouco e nunca no tudo do muito é herança de nosso desenho psicológico obsoletoimplantado em nossos ancestrais ainda no período do Pleistocenoe ainda teimosamente mantido mesmo nos genes dos que nasceram depois do Projeto Genoma. Livrar-nos das debilidades e fragilidades físicas oriundas desse desenho inferiorque nos condena a envelhecer, adoecer e morrer tem tudo para ser o negocio multi-trilhardariodas próximas duas décadas. Um novo hardware(um novo corpo) estará disponível para os que viverem até lá. Mas, e o softwarepara esse novo hardware? Sabe-se de pelo menos 100 mil experimentos com DNA e RNA sendo conduzidos hoje no mundo. Essa combinação de volume robusto de investimento e pesquisa, capital intelectual do mais elevado dos níveis e muito, muito interesse, fixa data para nos livrarmos de nossa bioquímica obsoleta (2023) e de nossa genética (2034) com data de validade vencida ha 200.000 mil anos. Mas, e nossa psicologia de mortalidade, e nossa ATITUDE  DE MORTAIS com medo de mudança, do escuro, do desconhecido, da morte, do fim? Como implantar um desenho psicológico superior num desenho fisiológico superior? Para essa questão, nem o mais legítimo herdeiro de Isaac Asimov, Ray Kurzweil, se atreve a apontaruma possível resposta. Eu me atrevo. No próximo artigo.

Amauri MAVERICK Pereira
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Identidade – A Mãe da Atitude

25/08/2009

IDENTIDADE – A MÃE DA ATITUDE

ATITUDE”. Esse deveria ser o nome do grande “SEGREDO”, o sobrenome de qualquer vocábulo, de qualquer sinônimo relacionado com triunfo, vitória, liderança, pódio, medalha, lágrimas verdes e amarelas. Nesta simples palavra está o resumo fiel, correto e implacável das respostas das quais muitos fogem num frenesi patético de justificativas e racionalizações: por que perdi, por que apenas quase, por que não ainda, por que os outros, por que não eu?Atitude. Fiel impecável da balança que num de seus pratos acumula o saldo de nossas melhores escolhas e noutro o fardo de nossos piores equívocos. Não somos nossos nomes, não somos nosso CEP, não somos nossos pensamentos, sentimentos ou intenções. Não somos nem mesmo nosso genoma. Somos de fato a soma de nossas atitudes. Mas, muito mais do que apenas “nossa maneira de ser”, muito mais do que nossas predisposições viciadas, a nossa atitude, a atitude que nos define e diferencia está, de fato, em apresentar respostas novas para as velhas perguntas da vida.No entanto, quando fala-se ou escreve-se sobre atitude, assume-se como implícita uma forma de ser ou de agir diferente (para melhor) dos demais, uma resposta a vida e aos desafios superior ou “mais vencedora” do que o padrão adotado pelos nãos vencedores. O problema com essa abordagem é a ausência de um alvo claro no qual focar se percebemos que em nós está “faltando atitude”. A resposta fica um pouco mais fácil quando fazemos a pergunta de uma forma um pouco melhor: qual atitude está faltando? Coragem, verdade, decisão, determinação ou resolução? Todas essas coisas são atitudes e (a boa noticia!!!) podem ser produzidas instantaneamente. Sim, atitude é coisa que se faz mais do que algo que “se toma”. E, basta uma rápida olhada nas prateleiras das livrarias para perceber que o tema está sendo vendido (mesmo sob diferentes e variados nomes) como se fosse algo que precisamos ter, ou, se não o temos, tomar. Realmente tem gente precisando mesmo “tomar”.O que muita gente que escreve sobre o assunto ignora ou simplesmente omite por conveniência literária (para o livro ser mais “comercial”) ou inapetência moral (a criatura não apenas não sabe do que está falando como também não vive o que propõe), é que, muito mais do que uma mudança de agenda ou do que simplesmente adotar uma diferente lista de prioridades, mudar nossa atitude significa mudar a própria essência do que somos, nossa própria identidade. E aqui o desafio tem o mesmo tamanho da recompensa: GGG!!! Na verdade a ignorância sobre essa sintaxe (sobre essa seqüência lógica do que fazer) é a própria e maior fábrica de frustração daqueles que, insatisfeitos com suas vidas, saem em busca de mudança. Podemos tentar mudar nossos ambientes, mas nossos resultados continuarão sendo determinados por nossos comportamentos. Podemos tentar mudar nossos comportamentos mas eles continuarão sendo fabricados por nossos valores. Podemos tentar mudar nossos valores, mas eles, em última instancia, são produtos de nossa identidade, da forma como definimos a nós mesmos, do sentimento de certeza sobre quem somos e quem não somos. Essa identidade é a mãe da atitude. Se nossa mudança de agenda, se nossa nova lista do que fazer de nossas vidas tem a “aprovação” dessa “senhora nossa mãe”, além do ímpeto para começar, teremos a permissão para continuar. Se, ao contrário, a atitude que decidimos ter contraria de forma marcante nossa definição que temos de quem somos ou não somos, o resultado certo será procrastinação aguda e quadros crônicos e intoleráveis de conflito e auto-sabotagem. Aqui está O GRANDE PARADOXO DA VIDA. Mantermos uma atitude congruente com nossas identidades nos dá CERTEZA, CONFORTO, SEGURANÇA e um senso de CONTROLE. Em nenhum dicionário do mundo (em qualquer língua) nenhuma dessas coisas será encontrada como sinônimo de realização máxima, felicidade intoxicante, sucesso acachapante, entusiasmo extravagante, alegria contagiante ou de qualquer coisa sequer parecida com vida de verdade. Ao contrário, essa atitude de preferência pela repetição, pelo continuarmos a sermos apenas aquilo que somos, pela conservação congelada de nossas identidades, constitui um indicador inequívoco de superficialidade e estagnação, a receita triste, mas infalível de uma imitação de vida restrita a garantias e previsibilidade, uma sentença auto-imposta de mediocridade e muita, muita frustração.Para fazer o que nunca fizemos (e vivermos o que nunca vivemos) temos SIM que “desobedecermos nossas mães”, contrariarmos nossas identidades adotando atitudes muitas vezes alienígenas àquilo que reconhecemos como nós mesmos, como a “agenda monolítica de nossas vidas”. Não mudaremos nossas vidas sem mudarmos nossas vidas. Não mudaremos nossa atitude sem mudar nossa identidade e não mudaremos nossa identidade sem fazer aquilo que nunca fizemos, sem tomarmos a decisão de termos uma nova atitude.A palavra decisão assume um notável significado quando, ao invés de seus possíveis sinônimos rebuscados e transvertidos para servir de titulo de livro de “autor-ajuda”, buscamos seu “genoma léxico”, sua raiz mais primordial. Decisão vem do latim decaedre cujo significado é cortar. Quando tomamos uma decisão de termos uma nova atitude, o que fazemos é um corte em nossas identidades, extirpamos o que eu chamo de o maior dos cânceres existenciais: continuidade. Em nossas vidas, em função de nosso desenho biológico, evolutivo e emocional, continuidade é o doce que vira amargo e o amargo que vira ácido. O que quero dizer com isso é que “simplesmente não fomos feitos justamente para aquilo que normalmente sentimos maior tendência em buscar”: a repetição ou a simples continuidade daquilo que já somos, do como já estamos, daquilo que já fazemos, das mesmas atitudes que sempre tivemos. Contrariar esse nosso desenho evolutivo e emocional é o mais original dos “pecados originais”, a atitude mais insistentemente imbecil que boa parte da humanidade preserva e transfere de geração para geração. Preferimos a fixação quando somos feitos para a oscilação. Alimentamos a expectativa pela permanência das coisas quando a impermanência é o próprio oxigênio de nossa natureza e de tudo que pode ser chamado de vivo.Crescer e expandir, transformar e transcender não é portanto a atitude que mais vale a pena em qualquer contexto: é a única. Dela deriva todo o resto, seja esse resto chamado de qualquer um dos seguintes vocábulos: sucesso, felicidade, realização, liberdade, salvação, iluminação, propósito ou sentido máximo da vida.Mas, não se iluda com o mito do “Yes, You Can!”. Existem algumas coisas que você simplesmente não consegue fazer por você mesmo, desde o coçar determinadas partes de seu corpo até o contar uma piada para si mesmo (e conseguir rir!!!). Existem outras que você até pode conseguir fazer sozinho, mas que para isso exigem muito mais tempo e sacrifício. Mudar sua atitude através da mudança de sua identidade é a principal dessas coisas. Para isso, contar com a mais adequada das ajudas é simplesmente a mais inteligente das atitudes. Coloque-se em um AMBIENTE que NÃO LHE DEIXE ESCOLHA a não ser EXPANDIR, ignorando o CONFORTÁVEL e CONVENIENTE e optando pelo DESAFIANTE, pelo FAZER O QUE NUNCA FEZ para VIVER O QUE NUNCA VIVEU!
Amauri MAVERICK Pereira
Heart Coach & Head Trainer
Programa Paragon para Educação da Atitude
Criador da Matrix University Brasil

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Algumas pessoas foram forjadas pela vida e passaram a ter atitudes superiores por terem vivenciado um elenco de circunstâncias diversas que contribuíram para a Educação de suas ATITUDES para o ÊXITO e a FELICIDADE!
Aí está o desafio! Reunir e sistematizar os conhecimentos que ajudam você a assimilar por vivência a Educação da ATITUDE.
Para isso, contar com a mais adequada das ajudas é simplesmente a mais inteligente das atitudes. Coloque-se em um AMBIENTE que NÃO LHE DEIXE ESCOLHA a não ser EXPANDIR, ignorando o CONFORTÁVEL e CONVENIENTE e optando pelo DESAFIANTE, pelo FAZER O QUE NUNCA FEZ para VIVER O QUE NUNCA VIVEU! É isso, EXATAMENTE ISSO, que oferecemos no Programa PARAGON: uma ACADEMIA DE ATITUDE.

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